
Foto: Ricardo Stuckert/PR
Edinho Silva foi eleito presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) após uma eleição marcada por disputas internas e tensões políticas. O resultado parcial foi anunciado nesta segunda-feira (7) pelo presidente interino da sigla, senador Humberto Costa (PT-PE), após a votação no domingo (6). Edinho obteve 73,48% dos votos apurados até o momento.
Apesar da vitória expressiva, a contagem ainda está incompleta, pois os votos de estados como Bahia, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro e Minas Gerais ainda não foram contabilizados. Em Minas, inclusive, a eleição estadual foi adiada para o próximo domingo (13). Até agora, cerca de 342 mil votos foram computados. A expectativa do partido é ultrapassar 400 mil votantes.
Na disputa, o ex-presidente do PT Rui Falcão aparece em segundo lugar com 11,15% dos votos, seguido de Romênio Pereira, com 11,06%. Valter Pomar ficou em último, com 4,3%. O resultado final pode alterar a ordem entre os concorrentes, mas não deve comprometer a vitória de Edinho.
A eleição foi precedida por tensões entre correntes internas do partido. Embora Edinho Silva tivesse o respaldo direto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enfrentou resistência da então presidente da sigla, Gleisi Hoffmann. A disputa foi apaziguada com negociações internas, que incluíram a nomeação de Gleisi para a Secretaria de Relações Institucionais no governo federal.
Após a confirmação da vitória, Edinho buscou adotar um discurso conciliador. “Prevaleceu o ambiente de unidade, ainda que contradições tenham surgido — o que é natural na cultura democrática do PT”, afirmou. “A disputa política se acirra, mas, ao final, a unidade tem que ser maior.”
O novo presidente da sigla também reforçou o compromisso com a reeleição de Lula em 2026 e defendeu um PT mais conectado com sua base e com a sociedade. “Serei presidente de todas as correntes, de todos os grupos do PT e de toda a militância. Meu trabalho será para unificar o partido”, declarou.
Sem mencionar diretamente os atritos com Gleisi Hoffmann, Edinho elogiou sua trajetória à frente do partido. “Ela é a maior dirigente da história do PT. Conduziu o partido no momento mais difícil e enfrentou os desafios com coragem.”
Entre as prioridades de sua gestão, Edinho citou a luta pelo fim da jornada 6x1 e a necessidade de enfrentar os problemas do transporte público urbano como bandeiras centrais da nova direção partidária.

Comentários
Envie seu comentário