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Cruzeiro repete erros, leva virada do Coritiba no Mineirão e torcida perde a paciência com Tite

2026-02-06 05:46:48
Diario do cerrado: Cruzeiro repete erros, leva virada do Coritiba no Mineirão e torcida perde a paciência com Tite

Foto: Fred Magno 

O Cruzeiro voltou a decepcionar sua torcida na noite desta quinta-feira (5/2). Jogando no Mineirão, a equipe fez mais uma atuação abaixo do esperado, sofreu a virada do Coritiba por 2 a 1 e aprofundou a crise sob o comando de Tite. Ao fim da partida, o recado veio das arquibancadas: a torcida perdeu a paciência e pediu a saída do treinador.

O resultado mantém o Cruzeiro zerado após duas rodadas do Campeonato Brasileiro e escancara problemas que já não podem mais ser tratados como ajustes pontuais. Falta padrão de jogo, sobra desorganização e as escolhas do treinador seguem sendo questionadas.

Para o duelo, Tite deixou Lucas Silva fora, manteve Gerson e Christian no meio e apostou em Matheus Pereira, Kaio Jorge e Arroyo no ataque. O início até indicou um cenário mais positivo. Logo no primeiro minuto, Kaio Jorge teve boa chance após cruzamento de Kaiki, mas desperdiçou.

O Cruzeiro concentrava suas ações pelo lado esquerdo, enquanto o Coritiba explorava com eficiência o setor direito da defesa celeste, às costas de William. Ainda assim, aos 18 minutos, a Raposa abriu o placar. Em lançamento de Romero, Matheus Pereira limpou a marcação e finalizou cruzado para marcar.

O gol, porém, não trouxe controle nem confiança. O time teve chance de ampliar, desperdiçou e pagou caro. Em um contra-ataque típico de equipe mal posicionada, o Coritiba chegou ao empate ainda no primeiro tempo. A jogada nasceu novamente pelo lado direito da defesa cruzeirense, e Lavega só completou para as redes.

No segundo tempo, a expectativa era de reação. O que se viu foi o oposto. Tite colocou Wanderson no lugar de Arroyo, manteve William em campo e o time seguiu desorganizado. Aos 7 minutos, em mais uma falha de cobertura, o Coritiba encaixou novo contra-ataque. Breno Lopes recebeu em velocidade e teve tranquilidade para virar o jogo.

A partir daí, o Mineirão virou palco de protestos. William passou a ser alvo direto das vaias e acabou substituído por Fagner. Mesmo com outras mexidas, como a entrada de Matheus Henrique, o Cruzeiro não encontrou soluções. Sem compactação, lento na recomposição e previsível no ataque, o time ainda correu sério risco de sofrer uma derrota mais elástica.

O Coritiba perdeu chances claras de ampliar, o que não amenizou o clima de revolta. Antes mesmo do apito final, a torcida entoou gritos de “Adeus, Tite”, deixando claro que a insatisfação não é pontual, mas resultado de um trabalho que, até aqui, não entrega desempenho nem resultado.

Ao fim da partida, a vaia foi sonora. O Cruzeiro deixa o Mineirão pressionado, sem pontos no Brasileirão e com um cenário que cobra decisões rápidas. No futebol profissional, discurso não sustenta projeto. Resultado e organização, sim.

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