
Foto: Foto: Jordan K Torres / ASCOM CC
Cinco "supercaciques" de partidos de centro e centro-direita, que comandam legendas responsáveis por cerca de metade dos votos na Câmara dos Deputados e movimentam bilhões de reais por meio de fundos partidários e eleitorais, estão moldando o futuro da política brasileira até 2030. Valdemar Costa Neto (PL), Gilberto Kassab (PSD), Renata Abreu (Podemos-PSDB), Ciro Nogueira (PP) e Antônio Rueda (União Brasil) ampliaram sua influência nas urnas de 2024, conquistando 60% das prefeituras e recebendo metade dos R$ 6 bilhões destinados aos partidos.
Esses líderes políticos têm se dedicado à construção de seus projetos de poder de longo prazo, com destaque para a recente criação da federação PP-União. O objetivo é consolidar uma hegemonia política até 2030, antecipando o fim da polarização entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL).
À frente de siglas com grande representação no Congresso e ampla capilaridade nacional, os cinco caciques se posicionam como peças-chave na reconfiguração do mapa político do Brasil para as eleições de 2026, com foco na ampliação de seu espaço no Congresso e na influência sobre a Presidência da República.
Com o horizonte de 2026 se aproximando, a legislação partidária impõe mudanças significativas, como fusões, federações e a cláusula de barreira. Essa cláusula exige que os partidos tenham ao menos 2% dos votos para deputado federal em nove estados ou elejam 11 deputados em, no mínimo, nove estados para garantir acesso ao fundo partidário e à propaganda gratuita. Essas mudanças estão forçando partidos menores a se unirem aos maiores, criando blocos nacionais robustos com maior acesso a recursos.
De acordo com o cientista político Antonio Lavareda, a cláusula de barreira conseguiu reduzir o número de partidos, e em breve restarão apenas seis ou sete legendas. Segundo Lavareda, isso deve melhorar a operação do Legislativo, com a ressalva de que uma mudança no sistema eleitoral seria necessária para fortalecer os partidos e aprofundar sua enraização na sociedade.
Fonte: Gazeta do Povo

Comentários
Envie seu comentário