
Foto: Reprodução/X @jairbolsonaro
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) continua internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital DF Star, em Brasília, onde se recupera de uma cirurgia considerada extremamente delicada. Segundo o boletim médico divulgado nesta segunda-feira (21), o quadro clínico é estável e a evolução, satisfatória.
A equipe médica informa que Bolsonaro não apresenta febre, tem a pressão arterial controlada e já teve os drenos abdominais retirados. A incisão cirúrgica, segundo os médicos, está em “excelente aspecto” após a troca do curativo.
O ex-presidente segue em jejum oral e recebendo nutrição parenteral, conforme os protocolos pós-operatórios. Também está em processo intensivo de fisioterapia motora e reabilitação. Ainda não há previsão de alta da UTI e, por recomendação médica, ele não está recebendo visitas.
Bolsonaro foi internado após sentir-se mal durante compromissos políticos no Rio Grande do Norte, no dia 11 de abril. No mesmo dia, foi transferido de helicóptero para Natal e, posteriormente, para Brasília por decisão da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
No dia 13, passou por uma cirurgia de 12 horas para a retirada de aderências intestinais e reconstrução da parede abdominal. Este foi o sétimo procedimento desde o atentado a faca que sofreu em 2018, em Juiz de Fora (MG), durante um ato de campanha.
Apesar da complexidade do procedimento, os médicos consideraram a cirurgia bem-sucedida. A previsão é que Bolsonaro permaneça internado por cerca de 15 dias, com recuperação total estimada entre dois e três meses.
“O pós-operatório será longo, mas a expectativa é muito positiva. Acreditamos que o presidente Bolsonaro terá uma vida sem restrições ao fim da recuperação”, afirmou o cirurgião Cláudio Berolini.
Em razão da recuperação, o PL suspendeu a agenda da “Rota 22” — série de viagens que o ex-presidente vinha realizando pelo país para fortalecer o partido com foco nas eleições de 2026.
O giro pelo Nordeste começaria em três cidades do Rio Grande do Norte nos dias 11, 12 e 13 de abril, mas foi interrompido logo no primeiro dia, quando Bolsonaro apresentou os primeiros sinais de desconforto.

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