
Luis Vieira/AP Photo
Com quase todas as urnas apuradas, a coligação de centro-direita Aliança Democrática (AD) venceu as eleições legislativas deste domingo (18) em Portugal, com 32,7% dos votos. Liderada pelo atual primeiro-ministro Luís Montenegro, a AD consolida-se como a principal força política do país em meio a um cenário de instabilidade que levou o país a realizar sua terceira eleição legislativa em três anos.
Empatados na segunda colocação, o Partido Socialista (PS) e o Chega — legenda de direita — obtiveram cerca de 23% dos votos cada. A expressiva votação do Chega marca uma reconfiguração no cenário político português, enquanto o PS enfrenta sua pior performance desde os anos 1980.
Apesar da vitória, a AD não alcançou maioria absoluta no Parlamento e deverá negociar alianças para governar. “Seguiremos governando como fizemos nos últimos 11 meses, mas agora com a ambição de cumprir um mandato completo de quatro anos”, afirmou Nuno Melo, presidente do CDS, partido integrante da coligação vencedora.
A derrota histórica do PS levou seu líder, Pedro Nuno Santos, a anunciar a saída da liderança do partido. Já o presidente do Chega, André Ventura, celebrou o crescimento da legenda: “O Chega matou hoje o bipartidarismo em Portugal”.
Entre os temas que mais mobilizaram o eleitorado está a proposta da AD de endurecer as regras para a concessão da nacionalidade portuguesa, ampliando de cinco para até dez anos o tempo mínimo de residência — mudança que pode afetar mais de 500 mil brasileiros residentes no país.

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