
Fonte: Divulgação
O Triângulo Mineiro se tornou o epicentro do surto de dengue em Minas Gerais, concentrando 77,4% das mortes registradas até o momento e quase metade dos casos confirmados em todo o estado.
De acordo com o Painel Epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), até a última sexta-feira (4), o estado contabilizou 39.404 casos confirmados da doença. Desse total, 49% (19.199 casos) foram notificados em municípios do Triângulo.
Ainda segundo os dados, das 31 mortes confirmadas por dengue em Minas Gerais até a data, 24 ocorreram em cidades das macrorregiões de saúde Triângulo do Norte e Triângulo do Sul. A maioria desses municípios apresenta taxas de incidência classificadas como alta ou muito alta.
Com o avanço expressivo da doença, Uberlândia e Uberaba — as duas maiores cidades da região — decretaram situação de emergência em saúde pública. Ambas lideram o número de mortes, com oito óbitos cada. Para efeito de comparação, Belo Horizonte, capital do estado, ainda não confirmou nenhuma morte por dengue em 2025.
Cidades com mortes confirmadas por dengue em 2025:
Uberaba – 8 mortes
Uberlândia – 8 mortes
Frutal – 2 mortes
Iturama – 2 mortes
Itapagipe – 1 morte
Ituiutaba – 1 morte
Limeira do Oeste – 1 morte
União de Minas – 1 morte
A dengue é uma doença viral classificada entre as chamadas arboviroses, transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti. O vírus possui quatro sorotipos diferentes (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4), todos capazes de causar formas graves da doença.
Todas as faixas etárias são vulneráveis à infecção, mas pessoas idosas ou com comorbidades, como diabetes e hipertensão, têm maior risco de desenvolver complicações que podem levar à morte.
Uma mesma pessoa pode contrair dengue até quatro vezes ao longo da vida — uma para cada sorotipo. Após a recuperação, a imunidade adquirida é específica para o tipo de vírus que causou a infecção.

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