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O movimento cristão que ganha o apoio de celebridades e enfrenta críticas da esquerda

2025-04-14 15:47:58
Diario do cerrado: O movimento cristão que ganha o apoio de celebridades e enfrenta críticas da esquerda

Foto: Divulgação Legendários Brasil

Escalar montanhas, dormir em barracas, enfrentar desconfortos e desafios físicos, com apenas um bastão de caminhada e o apoio de outros homens. Tudo isso em meio a momentos de oração e pregações sobre a identidade masculina à luz da Bíblia. Essa é a proposta do movimento evangélico Legendários, cujos retiros têm atraído milhares de homens.

Desde sua fundação em 2015, o movimento, que chegou ao Brasil em 2018, já impactou quase 50 mil brasileiros. Muitos desses participantes relatam que o retiro foi um divisor de águas em suas vidas pessoais e espirituais, ajudando-os a lidar com traumas do passado, recuperar o senso de propósito e fortalecer seus laços familiares.

No entanto, o evento, que é exclusivamente voltado para homens e aborda temas como masculinidade, paternidade e valores familiares tradicionais, tem gerado controvérsias, principalmente entre setores progressistas da igreja evangélica. A estética do movimento, com símbolos militares como uniformes, insígnias e gritos de guerra, é outro ponto que causa desconforto para parte da ala progressista.

O Legendários foi fundado por um pastor guatemalteco e se espalhou para o Brasil em 2018. Atualmente, o Brasil tem o maior número de "legendários" – homens que completam o desafio –, e a recente participação de brasileiros famosos no evento realizado nos Estados Unidos, em janeiro deste ano, colocou o movimento sob os holofotes. Celebridades como Pablo Marçal, Joel Jota, Caio Carneiro e Tiago Brunet, que juntos somam mais de 170 milhões de seguidores, compartilharam suas experiências nas redes sociais, amplificando ainda mais a visibilidade do movimento.

A repercussão gerada por essas participações fez com que 2025 fosse o ano em que o Legendários "furou a bolha" no Brasil, atraindo um número recorde de interessados, mas também despertando críticas de opositores, principalmente entre teólogos e pastores ligados à teologia progressista.

Teólogos de esquerda criticam o movimento como símbolo de “masculinidade tóxica”

Embora a maioria dos participantes compartilhe relatos positivos, tanto os homens que completaram o desafio quanto suas famílias, uma corrente minoritária dentro da igreja evangélica, alinhada à esquerda política, tem se posicionado contra o movimento. Essas críticas têm sido particularmente intensas nas redes sociais, com teólogos e influenciadores questionando os princípios do Legendários e seus valores.

Um dos críticos mais fervorosos é Fillipe Gibran, pastor evangélico conhecido por sua postura radical e política. Em um vídeo recente, Gibran acusou o Legendários de promover a “masculinidade tóxica” e sugeriu que o movimento prepara homens para se tornarem “soldados de um cristianismo violento e autoritário”. Suas declarações, no entanto, têm sido amplamente contestadas dentro da comunidade evangélica, especialmente por suas opiniões polêmicas sobre a Bíblia e questões políticas.

Gibran é membro da “Comuna do Reino”, em Belo Horizonte, que se autodenomina “a primeira igreja antifundamentalista do Brasil”. Outros teólogos de esquerda, como Ed René Kivitz, Evandro Moretti e Ranieri Costa, também têm criticado o Legendários, que se tornou um alvo constante de suas postagens nas redes sociais, muitas vezes associadas a grupos políticos como “Evangélicos com Lula” e o “Movimento Brasil Laico”.

O Legendários, que já conquistou a adesão de empresários, influenciadores e atletas, continua a dividir opiniões dentro da igreja evangélica. Com seu foco em resgatar valores tradicionais de masculinidade e paternidade, o movimento segue atraindo tanto apoio quanto resistência, refletindo as tensões ideológicas no cenário evangélico brasileiro.

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