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O efeito cantillon, o efeito da pobreza

2021-11-04 14:09:44
Diario do cerrado: O efeito cantillon, o efeito da pobreza


Isso acontece porque existe uma ligação direta entre inflação (geração de dinheiro) e empobrecimento das pessoas. A essa ligação damos o nome de EFEITO CANTILLON.

Diferentemente do que provavelmente você pense, os preços das coisas não são formados baseados em custos fixos, custos variáveis e despesas diversas de produção. NÃO! Preços são formados por um efeito de necessidade, por uma busca pelo produto ou serviço. Por exemplo, hoje, indo a um supermercado você consegue comprar uma garrafa de 500 ml de água por menos de R$1,50. Porém, esta mesma garrafa pode chegar a mais de R$5,00 se for negociada na praia. Ou a um valor imensurável se for negociada em um deserto.

Essa variação de preços de um mesmo produto não se deve ao fato de o comprador querer pagar mais de forma espontânea. Quem consegue subir o preço é o vendedor pois ele, ao observar a necessidade do comprador e que conseguirá cobrar mais por aquele produto e ainda assim ter vendas, irá fazê-lo. Ou seja, o vendedor sempre buscará vender o produto por um preço maior. SEMPRE! É como se fosse um leilão ao inverso, começando de preços absurdamente grandes até valores onde o comprador aceite pagar. Vale notar que não há nada de errado nisso. A relação de compra e venda aqui é única e exclusivamente espontânea pelas partes.

Mas o que isso tem a ver com efeito Cantillon? TUDO! O efeito Cantillon (que recebeu este nome em homenagem ao seu observador, Richard Cantillon) explica que ao ser criado oferta de moeda (inflação) gera de maneira desigual poder de compra para aqueles que estão mais próximos ao gerador de moeda, ou seja, quando o governo gera moeda, aqueles que recebem essa moeda primeiro (empresas que prestam serviço ao governo, servidores públicos, bancos, entre outros) poderão cobrar mais pelos produtos e serviços prestados. Lembre-se, o preço é formado de cima para baixo. Se você pode cobrar mais e seu cliente continuará pagando, então com absoluta certeza você irá cobrar mais.

Sendo assim, ao gerar moeda nova, o governo faz os que o cercam receber mais do que recebiam antes e desta forma poderão comprar mais do que compravam antes, aumentando na cadeia como um todo a demanda. Só que é fato também que os pequenos comerciantes, que são a maioria dos brasileiros, não estão próximos ao governo. Muito

menos possui negócio com ele. Isto significa que essa massa não irá receber esse novo dinheiro primeiro. E assim sendo, não irá conseguir consumir mais do que já consumia.

Os que estão próximos ao governo irão aumentar a demanda, fazendo com que os vendedores de supermercados (produtos do nosso dia-a-dia) vendam seus produtos mais caros (pois terão quem consumam). E assim, como a maioria não tem negócio com o governo e não recebe esse dinheiro novo criado, irá ver os preços subirem e seu faturamento não. É desta forma que a inflação age na cadeia econômica. É por este motivo que milhões de brasileiros assalariados não possuem reajustes salariais mensais mas observam os preços nas estantes subirem mensalmente. E tudo isso se originou no ato do governo imprimir dinheiro ou no ato dele pegar mais empréstimo.

Como dizia a famosa escritora Ayn Rand, “você pode ignorar a realidade, mas não pode ignorar as consequências de ignorar a realidade. ”. E quando cada um de nós ignoramos e deixamos para lá quando o assunto é economia, investimentos, educação financeira, políticas públicas, poderes estatais, quando ignoramos a realidade, gostemos ou não, o efeito Cantillon vem como consequência de ignorar a realidade e nos escancara o brutal e maléfico poder da inflação: te empobrecer.

Para acabar com essa consequência triste temos que acabar com a inflação. E isso já sabemos como fazer: diminuição estatal, mudança de mentalidade econômica, liberalismo de fato, privatização, desburocratização. E isso depende dos nossos políticos e de cada cidadão.

Mas hoje já possuímos alguns mecanismos de defesa econômica. Um deles é o Bitcoin. Mas isso é assunto para outra oportunidade.

Por Walter Guimarães

 

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