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Inflação, o mau no “pós-pandemia”

2021-10-27 17:27:36
Diario do cerrado: Inflação, o mau no “pós-pandemia”


As pessoas comuns, cidadãos como eu e você já sentem no cotidiano o peso da perda de poder de compra (que é a definição correta de inflação, pois é um fenômeno monetário e não econômico). Ir fazer compras se tornou uma tarefa de escolha pelo que se pode comprar e não pelo que se quer comprar. 

Mas o que causou esse “mau no pós-pandemia”? Foi o vírus ou as atitudes tomadas por gestores estatais? Como fenômeno monetário que é, o que origina a inflação sempre será o aumento de oferta de dinheiro sempre, em outras palavras, quando o governo de qualquer local decide imprimir dinheiro ou pegar empréstimos via tesouro direto (como é no Brasil), ele aumenta seu caixa atual sem necessariamente uma contrapartida produtiva, o que faz o dinheiro de todos os cidadãos (principalmente os menos abastados como as classes médias e baixas) perderem poder de compra (pois agora há mais oferta de dinheiro na economia real). Portanto, ao pegar empréstimo, ao imprimir dinheiro, o governo gera inflação. A moeda perde poder de compra. E por este motivo você paga muito mais caro do que a dois anos atrás no quilo de feijão. 

Mas por que os governos tendem a fazer isso sendo que é tão prejudicial à população? Simplesmente porque o governo, de qualquer país, tem o poder de endividar (via empréstimo) toda a população viva e a população que ainda vai nascer. Além disso, por ser o detentor da impressora monetária, ele é o único que legalmente pode imprimir dinheiro para satisfazer suas necessidades, sejam elas respiradores, auxílios emergênciais, obras públicas e gastos do estado em geral. Isso da ao governante momentaneo um poder enorme em fazer dívidas e gastar muito em seu governo, mas deixar a conta para ser paga no futuro, por provavelmente outro governo. Assim ele fica com os créditos de tudo que teve de bom (desenvolvimento, crescimento, recuperação econômica) enquanto o governante futuro fica com o ônus (pagar a dívida). 

Como dizia Margaret Thatcher, primeira mulher a chefiar um país ocidental, “jamais se esqueçam de que não existe dinheiro público.” E ainda completava com “todo dinheiro arrecadado pelo governo é tirado do orçamento doméstico, da mesa das famílias.” Portanto, quando o governo faz dívidas ou imprime dinheiro, ele, de forma silenciosa, porém notória, causa inflação e, consequentemente, tira do cidadão (que é quem produz) o seu poder de compra, o seu dinheiro conquistado a duras penas. 

A inflação vai durar por um longo tempo. Enquanto o dinheiro for tratado como é, não teremos sucesso em fazer nosso tempo gasto ao adquirir dinheiro reter valor de fato. 

Existem diversas formas de acabar com esse problema. Todas estas formas passam pela diminuição do estado, da diminuição tributária, da diminuição burocrática e pela mudança de cultura de coletivismo para individualismo (no quesito econômico). Quem não se adaptar a isto será castigado por longo período pela inflação. A realidade é esta.

 

Por Walter Guimarães

 

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