
Foto: AP Photo/Silvia Izquierdo
Entre os dias 19 e 21 de junho, a cidade de Arandu (SP) foi palco de um leilão histórico que movimentou o agronegócio brasileiro. A vaca nelore Viatina-19 FIV Mara Móveis, de 6 anos, oriunda de Uberaba (MG), teve seu direito de reprodução arrematado por impressionantes R$ 15 milhões. Avaliada em R$ 21 milhões, Viatina é a segunda vaca mais valiosa do mundo, consolidando o Brasil como referência na pecuária de elite. O negócio garante aos compradores acesso à sua genética por seis meses, com a possibilidade de gerar novos bovinos que prometem se destacar no mercado.O acordo inclui a entrega de 20 fêmeas provenientes de aspirações já agendadas para julho e dezembro de 2025, reforçando o potencial de multiplicação da genética excepcional de Viatina. A transação reflete não apenas o valor econômico, mas a confiança no impacto que sua linhagem pode trazer ao setor.
Herdeiras de uma genética campeã
A força genética de Viatina-19 já se manifesta em sua prole. Em 2024, sua filha Dandha conquistou o título na categoria bezerra na Expozebu, uma das maiores feiras pecuárias do país. Outras crias também brilham nas pistas: Pietra, com 50% de sua propriedade negociada por R$ 1 milhão, e Karisma, vendida por R$ 950 mil aos 90 dias de vida na Expoinel, são exemplos do legado da matriz. Burguesa, Baviera e Estória, esta última criada na Fazenda Napemo, de 350 hectares, completam o rol de descendentes que carregam o prestigiado pedigree de Viatina, herdeiro do lendário touro Karvadi, importado da Índia em 1962 para revolucionar a raça zebuína no Brasil.Lorrany Martins, uma das responsáveis pela gestão da vaca, destaca: “Viatina é a principal matriz da raça nelore. A cada cinco filhos, três herdam sua genética excepcional. Ela é uma oportunidade única de multiplicar uma linhagem que já prova seu valor.”
Rotina de rainha e recorde mundial
Viatina-19 vive uma rotina digna de sua fama. Monitorada 24 horas por dia e submetida a exames mensais, a vaca é tratada como verdadeira estrela na Fazenda Napemo. Em 2023, ela entrou para o Guinness Book como a vaca mais cara do mundo, com avaliação de R$ 21 milhões. Apesar de ter sido superada em 2024 por Carina, avaliada em R$ 24 milhões, Viatina mantém seu lugar de destaque. “Não há competição entre elas. Carina e Viatina estão em momentos diferentes, e seus proprietários, incluindo nossos parceiros da Casa Branca Agropastoril, trabalham em harmonia conosco”, afirmou Martins. Os atuais proprietários de Viatina – Casa Branca Agropastoril, Agropecuária Napemo e Nelore HRO – celebram a valorização da vaca, que teve um terço de sua propriedade negociado por R$ 7 milhões. Mais do que um símbolo de riqueza, Viatina representa o potencial do agronegócio brasileiro, que combina tradição, inovação e visão de futuro para continuar liderando o mercado global de genética bovina.

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