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Bolsonaro desmente narrativa da esquerda sobre suposto lobby por sanções dos EUA contra Moraes

2025-07-31 05:35:41
Diario do cerrado: Bolsonaro desmente narrativa da esquerda sobre suposto lobby por sanções dos EUA contra Moraes

Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) negou, nesta quarta-feira (30), qualquer participação nas sanções aplicadas pelos Estados Unidos contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ao ser questionado por jornalistas na saída da sede do PL, em Brasília, Bolsonaro foi direto: “Não tenho nada com isso.”

Apesar da negativa, seu nome aparece no comunicado oficial da Casa Branca como alvo de perseguição por parte do Judiciário brasileiro e do governo Lula. O documento acende um alerta internacional sobre os rumos autoritários do Brasil, apontando diretamente para ações do STF e do Palácio do Planalto que comprometem a legitimidade do sistema democrático.

EUA veem risco à democracia no Brasil sob comando do STF e do governo Lula

Em tom grave, o governo norte-americano destacou que o tratamento dado a Bolsonaro representa um ataque direto às instituições democráticas do país. “A perseguição política, por meio de processos forjados, ameaça o desenvolvimento ordenado das instituições políticas, administrativas e econômicas do Brasil, inclusive minando a capacidade do Brasil de realizar uma eleição presidencial livre e justa em 2026”, afirma o comunicado.

Mais do que isso, o texto oficial da Casa Branca classifica as ações contra Bolsonaro como parte de um “colapso deliberado do Estado de Direito no Brasil”, mencionando inclusive abusos de direitos humanos com motivação política — uma denúncia que ecoa entre juristas e parlamentares preocupados com o avanço do ativismo judicial no país.

Moraes vira alvo da Lei Magnitsky por abusos de autoridade

As sanções impostas a Alexandre de Moraes foram baseadas na Lei Magnitsky, mecanismo legal que permite aos EUA punir autoridades estrangeiras envolvidas em violações graves de direitos humanos. Segundo o Departamento do Tesouro americano, bens, investimentos ou qualquer ativo vinculado ao ministro em solo norte-americano serão bloqueados.

Até o momento, investiga-se se Moraes possui contas ou propriedades nos Estados Unidos. O ministro, conhecido por centralizar processos contra Bolsonaro, também é relator da controversa investigação sobre a suposta tentativa de golpe — acusação que muitos juristas classificam como política e desprovida de materialidade.

Por ordem de Moraes, Bolsonaro cumpre uma série de medidas cautelares incomuns para um ex-chefe de Estado: uso de tornozeleira eletrônica, retenção de passaporte e restrições à liberdade de locomoção, em decisões que têm sido duramente criticadas como abuso de poder e tentativa de silenciamento de opositores.

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